domingo, 20 de setembro de 2009

Sensações (parte 1)














O tempo passa. Sinto que a vida está começando a cobrar atitudes mais objetivas e ponderadas.

Mais uma primavera se aproxima e a canção não para de tocar em minha mente relembrando harmonias ditosas de mentes que realmente colaboraram com sua arte de impressionar o mundo. Não quero defender nenhuma idéia neste texto, mas deixar as palavras fluírem como a brisa que percorre os diferentes lugares e contornos. O vazio ainda predomina minha alma, apesar de estar cheia de virtudes aprisionadas, nada fiz para que ela se liberte para a sociedade. Percebo que isso me chateia muito. Gostaria de ser uma pessoa melhor para todos.

Acredito que com a música posso recuperar a vontade de me apaixonar pelas coisas que valham a pena na vida. Quando eu escrevo, é nela que me agarro com unhas e dentes para que minhas crônicas e poesias possam sair do papel e chegar a suas mentes. Rossini foi um grande maestro no século XIX. Ao desencarnar deixou suas impressões sobre a verdadeira música. A “Música de Deus”. Seria ótimo poder ter mais sentidos para captar outras sensações indescritíveis que o mundo há de oferecer em nossa jornada de evolução. Enquanto não chega, sou iluminado por me dar o direito de ter um instrumento tão sublime como o clarinete. Instrumento esse que representa a floresta. Na minha mente, o clarinete é a alma da floresta. É nele que a harmonia das arvores frondosas se consolida. Sinto-me honrado de poder representar essa sensação aos ouvintes e a mim mesmo é claro.

Na maioria das vezes me sinto deslocado neste mundão. É uma sensação ruim. A impressão é que estou fora de sintonia com o meio. Não que eu seja esquisito, mas esse meio pra mim é muito caótico (o regionalismo).

Muitos amigos meus estão com seus afazeres e nunca mais os vi. Sinto muito a falta deles, mas tenho que compreender que nem todos manifestam o desejo de tomar atitudes e ligar ou mandar recados via internet perguntando se está tudo bem, como sempre haverá aqueles que não retornam suas mensagens (Esse é o que mais me incomoda). Ao mesmo tempo, apareceram pessoas bem especiais na minha vida. Mais uma vez a música me auxiliando, dando-me a oportunidade de tocar e fazer a harmonia acontecer com esses dois violonistas sendo que um deles também é clarinetista. Percebo que o caminho certo é esse. Talvez eu precise aprender que nada na vida é para sempre. Acho que tenho que agradecer os momentos que tive com esses amigos e tocar o barco. Nem a mãe consegue segurar seus filhos dentro de casa para sempre. É hora de me libertar dessa dependência e galgar novos horizontes. Tenho um costume ruim de viver de sentimentos vividos no passado. Tenho que aproveitar os que estão acontecendo agora. E será isso que irei fazer.

Bom. Nem sempre um blog será em terceira ou primeira do plural. Às vezes é necessário usar a primeira do singular. A conclusão é que preciso agir para sair daqui bem. Ser lembrado pelos feitos bons. Ao trabalho então! E salve Prokofiev!

Um comentário:

Ana Leticia disse...

André, coloque todo o seu entusiasmo em boas ações. Eu acredito que você descubrirá o quanto podemos ser felizes.

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