segunda-feira, 25 de maio de 2009

Entender pra quê?















Não há estrela das mil e uma noites. O “amore” da minha vida desapareceu em “velocidade de dobra”. A mineira dos meus sonhos eu nunca mais sonhei. Os amores platônicos se desfalecem diante a minha visão interior. Os valores mudaram. O que era bom se tornou insignificante. O que passava desapercebido, agora é objeto de apreciação.


Desilusões, expectativas e sustos... Marcas deixadas e enraizadas.


Várias decisões precipitadas e outras sensatas. Caprichos de um lado e discórdias de outro. Corações quebrados e cicatrizados. E os calos no miocárdio vão se acumulando a cada temporada que a vida oferece. Desencontros são importantes. Aguça ainda mais a curiosidade. Melindrosas e sem brilho aparente, mas que por dentro tem muito a oferecer de carinho e dedicação.


De vez em quando a frieza assola minha mente como vigilante seguro, que garante minhas andadas pela noite sem se machucar. Mas ao passar do tempo, sinto a falta de mais cicatrizes. Talvez é uma visão pessimista, mas a ser humano é um bicho que adora sofrer. Parece que é mais gostoso não ter, do que ter!


A dualidade sempre estará presente nos corações de quem tem sangue a correr. A maior certeza do mundo é que não temos certeza de nada e nem do que queremos. Não há máscaras para isso. Assim é e sempre será.


Para quem é pessimista e diz que não tem nada ou não sente nada, saiba que o nada já é alguma coisa.

auto: André


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Caso de Reencarnação

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

The Final Frontier














“O espaço, a fronteira final. Essas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de 5 anos, para explorar novos mundos, buscar novas formas de vida, novas civilizações. Audaciosamente, indo aonde nenhum homem jamais esteve”. (Star Trek, 1966)


Diário de bordo 20090511!


Passaram-se mais de 40 anos da série clássica de Jornada nas Estrelas (Star Trek) e continuamos a nos surpreender com a colaboração que Gene Roddemberry deu ao cinema e a ficção científica, inspirando milhares de cientistas em seus artigos e teses de doutorado nos campos da astrofísica, astrobiofísica e aos físicos teóricos.


A revolução aeroespacial é fascinante aos olhos de quem pode enxergar as belezas incomensuráveis do universo. Quando surgiu a série clássica em 1966 o homem estava se preparando para pisar em solo Lunar. O máximo que se sabia sobre a exploração espacial era a que Yuri Gagarin nos presenteou emprestando seus olhos a humanidade, dizendo que a Terra é azul.


A moda estava lançada, e Gene como formidável escritor tratou de postular a maior série e todos os tempos. Como ferramenta apropriada utilizou-se da idéia de universos paralelos, hoje conhecido e estudado em uma das teorias da física como a “Teoria M” acrescentando entendimento à “teoria das cordas” e demais teorias, abrangendo campos totalmente discutidos em congressos de física teórica no mundo inteiro. O conceito de teletransporte é destacado na série como nos filmes. Quantas vidas foram salvas por meio dele! Hoje a ciência explora essa tecnologia e garante que em um futuro de médio ao longo prazo estaremos desmaterializando e materializando em qualquer lugar. Já fizeram isso com átomos. Os avanços do diagnóstico médico idealizado por Gene. Dr. Mccoy e seus aparelhos ultramodernos capaz de ler o sistema orgânico em segundo e diagnosticar e sanar os males. Essa realidade é praticamente observável com os avanços da informática e sua eficácia na área da saúde. Aparelhos de ressonância magnética e leitores de substâncias tóxicas ou úteis relatando em segundos a situação do paciente. Não precisamos abrir o corpo para enxergá-lo em três dimensões. Claro que ainda está longe de chegar aos patamares da ficção, mas houve o progresso.


Gene me fez crer que o progresso do homem se dará à medida que conheçamos mais o mundo em que vivemos, conforme bem exemplificados nas relações entre os homens da em seu universo. A descoberta de outras tecnologias e culturas mais sofisticadas dará ao homem o necessário progresso moral nos tornado mais humildes com relação ao universo e menos egoístas com a humanidade terráquea. Para isso será ainda necessárias muitas revoluções, catástrofes e progressos sociológicos, que haverão de ocorrer até que a humanidade terráquea aprenda a olhar para cima, assim como os habitantes da caverna de Platão, que um dia perceberam a luz irradiada fora das paredes de rocha.


Tirando a ficção de lado, Gene foi um visionário que contribui significativamente com o futuro da humanidade não só no campo da ciência, mas também as relações sociológicas que os habitantes daquela época apropriaram-se para si como conduta de vida. É fantástico ver homens caminhando junto ao progresso e indo também onde nenhum homem da atualidade ainda foi. A grande jornada interior.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Trivialidades
















Não digam que eu só escrevo coisas relacionadas à religião, filosofia, autobiografia e discussões sociológicas sérias. To a fim de divagar pela mente e deixar fluir as mais variadas notícias do cotidiano. É sexta-feira e também tenho o direito de pensar coisas mais leves e triviais.


Como é bom ver o nosso “gordito” voltar a fazer gol. Não só eu como todos os apaixonados por futebol estão de boca aberta. Quem imaginaria essa volta por cima. O cara é realmente o “fenômeno” do mundo futebolístico. Realmente, to com dó desta “zagueirada” aí. Com certeza, a volta de grandes ídolos do futebol mundial ao Brasil será de grande significância nos palcos futebolísticos brasileiros.


E essa tal de gripe suína. Já tivemos outras como as do gado e aviária. Isso me preocupa porque ta parecendo a vingança dos bichinhos. Nós os devoramos e logo lançam uma praga. Dessa vez, deve ter vindo lá dos lados de Palmeiras / Barra Funda. Dizem que isolaram o local, mas pra mim, é praga de time pipoqueiro. Agora só falta a gripe do peixe. Ou faltava né!


Timãooooooooooooooooooo e oooooooooooooooooo...timãooooooooooooooo e oooooooooooooooooooo...


Caramba! Hoje tem Star Trek (Jornada nas Estrelas). Pra quem não conhece, são aquelas caras da nave Enterprise. Um tem orelha pontuda e não demonstra sentimentos e o outro adora uma briguinha e ta sempre se impondo como um verdadeiro capitão, com toda sua segurança e um pouquinho de arrogância. Cinema é algo interessante. Nos leva a outro universo. Quem nunca quis ser um personagem desses na vida real. Mesmo os mais sérios já pensaram em voar como o superman. Ops! Falei demais!


Ahhh! O Wolverine é corinthiano. Que todos fiquem sabendo! E ainda por cima ,coitado do Noronha. Tem que ficar ouvindo pacientemente essas ladainhas que com certeza, não irá acrescentar nada. Deve me achar um fanfarrão. Ops! A Ângela me lembrou bem. Meninão.


Despeço-me dessa bela tarde de sexta-feira. Uhuuuuuuuuu!! Agradecendo a Deus por permitir que eu seja um pouco besta, mas legal.


Beijos do Meninão...


Virada Mental















Amigos que não encontramos há tempos, catracas de trens subterrâneos e bons livros dentre milhões de títulos espalhados, como universos enfileirados de infinita sabedoria humana. E aquele juiz então? Se soubesse teria dado um “peteleco” na orelha do “filho de uma boa mãe” só para não errar mais um lance se quer. Com direito a ver o sobrinho de Tim Maia, estive em uma cafeteria “Cult”, daquelas que dá vontade de amarrar uma blusa no pescoço, usar óculos e decifrar com amigos as mais diversas ciências filosóficas e contemporâneas.


- Agradecido pelo café...


De Haydn ao candomblé vivencie uma tarde agradável contemplando a sinestesia musical dos olhos verdes que me fitavam às vezes longe e outras perto, com uma harmonia de invejar qualquer público de orquestra. Percebe-se que esse tipo de concerto é para seletos e quem nem todos estão preparados para senti-lo na sua mais formosa essência. Podem me chamar de exagerado, mas eu sou poeta. Acredito ter licença para tal afirmação.


- Escute essa, você vai gostar. É Haydn.


Hospedei-me em uma singela casa que preza o diálogo em vez de uma opinião terceirizada de mundo. Nunca me senti tão bem em um lugar. Chorinho e pessoas que valem à pena. Informações gostosas como o sabor de uma tremenda feijoada (não esquecendo do arroz que estava ótimo) acrescentava o ambiente encenando a vida de jovens em busca do crescimento interior.


- Vixi...acabou o arroz!


De mão dada, chego à virada da grande noite cultural de São Paulo. Diversidade que não falta. Punks, cabelos de pica-pau, mauricinho, manos, intelectuais, Blackpowers e outras minorias que eram a maioria no espetáculo a céu aberto. Ainda tento entender essas tribos que figurava a paisagem, mas para que? Cada um é um universo mesmo. Ensaios tímidos de samba rock rolaram em um dos palcos, mas o máximo que conseguimos foi uma cotovelada na cabeça.


-Vem aqui. Deixa eu dar um beijo e um cafuné que logo passa!


Se nós tivéssemos nos preparado para a maratona de São Paulo com certeza ganharíamos. Não vimos nenhum show inteiro, mas vimos o show da vida. Apesar de ter nome de chá, não vi nenhum pesinho plantado lá. O único plantio que me deparei foi das palavras doces e sinceras que ecoaram em minha mente como uma brisa campestre resultante do carinho e amor que ela tem por quem ama. Nunca vi tanta caridade. Sentia-me osculado mentalmente. Tirei grandes lições naquela noite fria de São Paulo. Quanto mais a escutava, mais sentia no peito um calor latente de felicidade e respeito por quem a cada dia desses 27 anos estou aprendendo a amar cada vez mais. Aprendi com ela o sentido da “greve”. Aprendi o que é qualidade, o que é caráter, o que é beijar quem a gente gosta. Até caipirice é legal. Podia voltar na moda.


- Não se mexe. Quero tirar uma foto sua no ângulo que estou imaginando.


No final de um passeio às vezes nos dá incertezas, medos e receios. Mas a partir do momento que cultivamos, mesmo que 1 segundo de felicidade, ela nos domina e faz pensar no que realmente queremos para si mesmos. Tenho em minha mente todos os ângulos possíveis. Gravei cada segundo de uma fotografia egoísta que só eu posso vê-la e saber o significado daqueles olhos verdes. O bom é que com essa imagem, ficou o perfume suave de quem não precisa terceirizar o aroma gostoso e afrodisíaco. E com abraços fortes e beijos sinceros, despeço-me de mais uma virada da minha vida da qual gravarei enternecido em todos os dias da minha vida.


- Acorde André! A vida continua oferecendo outras oportunidades...


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Decepção. Ingratidão. Afeições destruídas
















Exercício de reflexão sobre esse assunto...
Por que se um dia voltar a acontecer eu lerei sempre essa parte do livro dos espíritos para me fortalecer...Não sei se estou exagerando, mas meu pavil ficou curtíssimo...

Perguntas extraídas do Livro dos Espíritos

937 As decepções causadas pela ingratidão e a fragilidade da amizade também não são para o homem de coração uma fonte de amargura?

– Sim; mas já vos ensinamos a lastimar os ingratos e amigos infiéis: eles serão mais infelizes que vós. A ingratidão é filha do egoísmo, e o egoísmo encontrará mais tarde corações insensíveis, como ele mesmo foi. Pensai em todos que fizeram mais o bem do que vós, que valeram muito mais do que vós, e que foram pagos com ingratidão. Pensai que o próprio Jesus foi zombado e desprezado quando na Terra, tratado de velhaco e de impostor, e não vos espanteis que o mesmo possa acontecer convosco. Que o bem que fizestes seja vossa recompensa neste mundo, e não vos preocupeis com o que dizem aqueles que o receberam. A ingratidão é uma prova para vossa persistência em fazer o bem e será levada em conta. Os ingratos serão tanto mais punidos quanto maior tiver sido a sua ingratidão.

938 As decepções causadas pela ingratidão não predispõe a endurecer o coração e fechá-lo à sensibilidade?

– Isso seria um erro, porque o homem de coração, como dizeis, está sempre feliz com o bem que faz. Ele sabe que se pelo bem que faz não o reconhecerem nesta vida, na outra o farão, e que ao ingrato restará a vergonha e o remorso.

938 a Esse pensamento não impede seu coração de ser magoado; portanto, isso não poderia originar a idéia de que seria mais feliz se fosse menos sensível?

– Sim, se preferir a felicidade do egoísta, que é muito triste! Que ele saiba que os amigos ingratos que o abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou sobre eles; portanto, não deve lamentar sua perda. Mais tarde, encontrará outros que o compreenderão melhor. Lamentai aqueles que têm para convosco um comportamento ingrato que não merecestes, porque terão amarga recompensa, um triste retorno; e também não vos aflijais com isso: é o meio de vos colocar acima deles.

A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores prazeres concedidos na Terra é o de encontrar corações que simpatizam com o seu, o que é indício de uma felicidade que lhe está reservada no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência; é um prazer recusado ao egoísta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sentir é...
















Eu só queria ser a saudade de alguém especial, mas fui somente o protagonista de um filme de romance mamão com açúcar (exagerado) no qual se encerra o ato como sempre, finais felizes.


E depois que acaba? O que sobra? O que é permitido ficar e o que não é permitido? Juro que não sei o que pensar e muito menos analisar a situação. A história se repete, mas de um jeito mais caótico que o normal. Pelo menos da outra vez eu tinha um pouco de consciência, mas agora, foi algo que considero totalmente bizarro.


Juro que não gostaria de escrever mais um texto esquisito, mas achei nas palavras um jeito de pensar na minha própria mente. Tornei-me meu próprio psicólogo. A solidão me faz ser assim. Caramba! Ta parecendo um diário isso aqui!


Uma vez eu disse a alguém que foi muito especial em minha vida que a vida dela é uma eterna novela mexicana. Então! Acabei de crer que minha vida é pior que isso. Novela mexicana com roteiro do próprio Shakespeare. Quando vou aprender que Castro Alves viveu no século XIX? Agora eu entendo porque morreu com 24 anos. O ilustre poeta tinha o coração maior que as pessoas podiam suportar. Isso assusta. E se eu não me der conta, vou assustar todo mundo.


Talvez uns anos no Tibet possam resolver meu problema. Equilibrar as emoções, viver mais a natureza e o ar gelado do noroeste asiático. Outra opção seria enfiar as caras nos livros e esquecer-se do mundo até que eu me presenteie com um bom concurso público. Seria uma boa a estabilidade financeira. Será que ela resolveria meus problemas? Talvez sim ou não. Vai saber.


Terminando esse texto eu me pergunto. O que estou fazendo com as minhas escolhas? Tento viver sempre tudo intenso e talvez precise aprender a ser mais relax. E se alguém que lê esse blog, o que pensa de mim? O que pensam dos meus textos? Contribui positivamente para os outros ou para mim mesmo? Não sei. Queria ser mais tranqüilo. Enquanto isso me contenta com meu jeito italiano e apaixonado pela vida.


Viva La vida! E fico feliz de guardar e conservar a saudade. Acredito que esse sentimento liga as pessoas. É bom tê-lo conosco para lembrar-se de quem a gente gosta. No outro dia a gente fica com a sensação e carinho do fim de semana...


Primeiro desabafo...
















Hoje eu não quero dizer. Quero jogar palavras aos ventos para que ele leve bem longe de mim. Não estou me suportando. Não tenho estabilidade e muito menos confiança pra encarar as duras realidades que a vida me apresenta. Mas é tão óbvio isso. Até parece que a vida me “esculhamba”. Eu que a danifico e depois fico choramingando como um bebê chorão pedindo a mamadeira para mamãe.


Não existe controle. Não existem ótimos fins de semanas, não existe Vila Dionísio, não existe amigos e muito menos amores platônicos. Tudo é fruto do nada. Não sei por que me preocupo se tudo vem dele vai para ele. Nada tem sentido.


Entrar nesse mundo caótico e miserável por natureza é deliberadamente o caminho de quem não acredita em nada. Não tem porque ter valores, acreditar em algo bom ou apreciar uns livros. Vai servi pra quê? Pra que escrever certo? Pra que organizar? Pra que ter filhos? Pra que trabalhar? Pra que sentir a falta de alguém? Chega de perguntas...essas são o suficiente para entender o Nada.


"O materialismo acabou com o verdadeiro sofismo. Que saudade de Sócrates, Platão, Pitágoras... São maiores do que qualquer Sartre da vida." (Eu, 2009)



Acreditar nisso é recusar a própria essência. É desmerecer qualquer inteligência. É gozar na cara dos outros e ainda dar risada. É trabalhar sem salário. É fazer o pão e jogar no lixo. É construir o edifício para ruir. É estudar para ter o esquecimento perpétuo. É desgraçar a vida do outro sem culpa. É gelar o coração e fritar as vísceras.


Isso é coisa de quem não acredita em si mesmo. É a exacerbação da própria fraqueza de não entender princípios básicos da vida. É cuspir no prato que come. É estiar a bandeira da mediocridade pseudo-intelectual. Chega!


Podem me chamar de louco. De um idiota em acreditar em inteligência uma inteligência acima da minha. Não tenho pretensões de saber os segredos do universo, mas tenho a humildade de aceitar algo maior que eu. Acreditar no nada é mais absurdo que acreditar em uma criação se colocarmos na balança. É como acreditar que seu carro surgisse do nada. Seu microondas. Seu almoço de todos os dias. E na mão que te acaricia todos os dias e canta ao anoitecer melodias de amor.


Quero ressaltar que não foi um texto, mas um desabafo...

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