segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Campos do Brasil















Vislumbrando os campos de trigo

Aguardo com paciência a colheita vindoura

Na esperança de tempos melhores


Ornamentos naturais de todos os tipos

Presenteia o cenário amarelo com enfeites consonantes

Colorindo a paisagem de minha morada


Distante, crianças a bailar

Cantando canções de minha infância

Enchendo o ambiente de ditosas melodias


Pássaros brancos rasgam o céu anil

Disseminando por campos mil

O germe do amor por todo Brasil


Nasce um novo dia

Trazendo a certeza da minha sementeira

Que com carinho a cultivei


Dias e noite se passam

Todos os tarefeiros de sangue trabalham

Imaginando o pão abençoado que revitaliza a vida


A brisa percorre os campos

Anunciando a chuva do horizonte

Refrescando o ar acalanto


Sol de quinta grandeza

Emana tua luz de extrema beleza

Energizando nosso Brasil de incomensuráveis riquezas

domingo, 20 de setembro de 2009

Harmonia




















Mais uma vez é fim do dia
Os primeiros pontos luminosos piscam no firmamento
Ao fundo se vê o lindo vermelho poente agradecendo as glórias
Osculando minha face de apreço e ternura

Chora cello melodioso
Contemple a vida com sua força sonora
Arrebate as minhas inquietações
Harmonizando meu espírito errante

Madeiras da floresta
Assoprem meus sentimentos infelizes
As transformando em cantos ditosos
Imortalizando a felicidade do momento

A claridade lunar candeia
Com raios azulados transpondo os galhos
Ilumina a densa selva
Orientando os caminhos a serem percorridos

Sons indescritíveis propagam aos céus
A Terra toca hinos de amor ao firmamento
Agradecendo as luzes do infinito
Que possibilita a vida em abundância

O silencio se torna orações
Eis que surge uma grande sinfonia
Os graves terrenos abrem a idéia
Sustentando os agudos nas moradas do éter

Não existem mais sons
O sentimento musical penetra o âmago do ser

A música executada não vibra mais em meus tímpanos
Sinto-a percorrer minhas entranhas
Instala-se aí a divina plenitude
Tomando meu ser de júbilos de alegria

Sentidos que tanto sonhava um dia
Foi na Terra que pude senti-los
Agradeço a Deus em todas as vidas
Por ter permitido que nessa casinha
Pude contemplar sua harmonia

Sensações (parte 1)














O tempo passa. Sinto que a vida está começando a cobrar atitudes mais objetivas e ponderadas.

Mais uma primavera se aproxima e a canção não para de tocar em minha mente relembrando harmonias ditosas de mentes que realmente colaboraram com sua arte de impressionar o mundo. Não quero defender nenhuma idéia neste texto, mas deixar as palavras fluírem como a brisa que percorre os diferentes lugares e contornos. O vazio ainda predomina minha alma, apesar de estar cheia de virtudes aprisionadas, nada fiz para que ela se liberte para a sociedade. Percebo que isso me chateia muito. Gostaria de ser uma pessoa melhor para todos.

Acredito que com a música posso recuperar a vontade de me apaixonar pelas coisas que valham a pena na vida. Quando eu escrevo, é nela que me agarro com unhas e dentes para que minhas crônicas e poesias possam sair do papel e chegar a suas mentes. Rossini foi um grande maestro no século XIX. Ao desencarnar deixou suas impressões sobre a verdadeira música. A “Música de Deus”. Seria ótimo poder ter mais sentidos para captar outras sensações indescritíveis que o mundo há de oferecer em nossa jornada de evolução. Enquanto não chega, sou iluminado por me dar o direito de ter um instrumento tão sublime como o clarinete. Instrumento esse que representa a floresta. Na minha mente, o clarinete é a alma da floresta. É nele que a harmonia das arvores frondosas se consolida. Sinto-me honrado de poder representar essa sensação aos ouvintes e a mim mesmo é claro.

Na maioria das vezes me sinto deslocado neste mundão. É uma sensação ruim. A impressão é que estou fora de sintonia com o meio. Não que eu seja esquisito, mas esse meio pra mim é muito caótico (o regionalismo).

Muitos amigos meus estão com seus afazeres e nunca mais os vi. Sinto muito a falta deles, mas tenho que compreender que nem todos manifestam o desejo de tomar atitudes e ligar ou mandar recados via internet perguntando se está tudo bem, como sempre haverá aqueles que não retornam suas mensagens (Esse é o que mais me incomoda). Ao mesmo tempo, apareceram pessoas bem especiais na minha vida. Mais uma vez a música me auxiliando, dando-me a oportunidade de tocar e fazer a harmonia acontecer com esses dois violonistas sendo que um deles também é clarinetista. Percebo que o caminho certo é esse. Talvez eu precise aprender que nada na vida é para sempre. Acho que tenho que agradecer os momentos que tive com esses amigos e tocar o barco. Nem a mãe consegue segurar seus filhos dentro de casa para sempre. É hora de me libertar dessa dependência e galgar novos horizontes. Tenho um costume ruim de viver de sentimentos vividos no passado. Tenho que aproveitar os que estão acontecendo agora. E será isso que irei fazer.

Bom. Nem sempre um blog será em terceira ou primeira do plural. Às vezes é necessário usar a primeira do singular. A conclusão é que preciso agir para sair daqui bem. Ser lembrado pelos feitos bons. Ao trabalho então! E salve Prokofiev!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lixo Social




















São 2h e 10min da tarde em um ponto de ônibus da cidade. Em pleno dia de independência, comemorando a liberdade política e econômica brasileira de Portugal, deparo-me com algo triste que acompanha a realidade de nosso país. Acabara de ser lançado ao chão mais uma das situações medíocres e lamentáveis de nossa sociedade. LIXO.

Fico me perguntando e imaginando que um cidadão como este é responsável pelo futuro do Brasil. O ano que vem um “porcalhão” como este estará nas urnas decidindo nosso futuro. Que pesar que tenho de imaginar os nossos destinos! Um país de terras agricultáveis, de uma flora e fauna vasta, água em abundância e de um clima invejável a qualquer país de primeiro mundo ter que aguentar esse tipo de indiferença social? Caros leitores! Que tristeza me abateu diante daquela cena.

Criticamos políticos de serem inertes e egoístas. O que diferimos nós perante eles? Talvez as proporções ou volume de seus atos? Mas na essência, nada meu amigos. Somos a mesma farinha do mesmo saco. Não há educação cívica, perdemos o conceito de pátria, nossa nação está sendo esquecida pelo egoísmo em nossas atitudes.

Será que esse cidadão pensou que há gastos públicos para manter a cidade limpa e que sai do próprio bolso? Não só nesse caso. Orelhões danificados por vandalismo, praças públicas danificadas, excessivo volume sonoro provocando perturbações a ordem, projetos de construções desqualificados, etc. Eu sei que minhas palavras são apenas mais um texto dentre outros, mas aqui está minha contribuição de alertar mais uma vez. Por isso, antes de criticar a situação política, econômica e social de nossa nação, corrijamos a nós mesmos primeiro.

André Luís Salgado
Cidadão Santa-rosense

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Substantivos e imaginação














Carroça, cavalo e farinha

Mamão papaia, cerca e vizinho

Porco, água quente e torresmo

Sol, girassol e fritura


Porta, martelo e prego

Tampa, óleo, tampa e dobradiça

Tapete, botina e sujeira

Botina, pé e chinelo


Saco, farinha e cozinha

Pão, forno e manteiga

Café, água e bule

Xícara, aroma e paladar


Poente, sol e estrelas

Brisa, calmaria e fria

Chaminé, fogo e calor

Sozinho, livro e cidreira

Sono, cama e sonhos


Nem sempre precisamos de frases perfeitas para contar o cotidiano de nossas vidas.

É só usar a imaginação e visualizar os símbolos do dia a dia.


E aí! Conseguiram enxergar a narrativa dessa poesia?


Autor: André L. Salgado

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