domingo, 2 de agosto de 2009

Amor, sofrimento e perdão














Estamos em agosto. A vida é o exercício sublime de ação. Informações, amigos, relacionamentos e trabalhos. O cotidiano que engrandece dia após dia nos oferecendo o sal que tempera o ser.

Aflições, perturbações, dificuldades financeiras e insanidades. Fatores próximos que assolam vidas. Vivemos em estado de cobrança permanente. Aceleração do trabalho exigindo cada vez mais a atenção primaria dentre outras. Os estudos necessários para o aprimoramento profissional com imensas listas de trabalhos e provas aterrorizantes como se cada matéria fosse a única a ser desempenhada no mundo. Filhos e esposos que carecem da presença no lar, que cada vez mais se fazem necessária a participação efetiva nessa seara de bênçãos devido ao excesso de informações distorcidas que a mídia nos oferece pelos meios de comunicação mais modernos.

Vivemos em um momento de grande reforma íntima. Precisamos rever conceitos arcaicos que não fazem parte de nossas vidas. Carecemos de rever a etimologia das palavras Amor, sofrer e perdão. Três simbologias de uma profundidade sem precedentes. Nunca houve tantas oportunidades de praticá-las, vivenciá-las e exemplificá-las através de ações renovadoras. A humanidade carece de entendimento. Entendimento chave que abrirá portas para o novo porvir de paz e fraternidade.

A verdadeira guerra está no interior de cada homem. Batalhas necessitam serem lutadas pelas forças do amor, ensinadas pelo sofrimento e expurgadas pelo autoperdão. Desejamos melhores políticos, mas não cuidamos de nosso próprio lar. Queremos pessoas perfeitas a nossa volta, mas faltamos com nosso próximo. Exigimos com rigor de nossos funcionários, mas não gerenciamos de forma planejada as tarefas diárias. Pedimos um amor que nos dê o carinho necessário, mas não temos capacidade de nos amar.

O sofrimento é visto pelas várias sociedades de forma penosa e dura. Praticamente um castigo que alguns ousam a dizer que são até divinos. Muito pueril não? Ele é o convite ao nosso aperfeiçoamento interior. Nosso irmão valioso que nos alerta sobre nossas mais terríveis inclinações. É a esperança de dias melhores. Auxiliador de conflitos menos felizes preparando o caminho para o progresso. Ah se não fosse ele!

Perdoar é o exercício que realizamos não ao “eu”, mas ao ego que todos temos. O ego é o egoísmo e orgulho que fritam as mais ditosas idéias. A transformação do perdão se dá pelo exercício da humildade. Ela nos traz a reflexão de nossos atos. Trabalha a liberdade e aproxima os homens uns dos outros.

Mas nada adiantaria se não houver o amor. Ele é o alicerce da vida. O sustentáculo que valida todo o nosso sofrimento e perdão; Amor é ação sem dúvida. É o desejo do bem ao próximo. É dar sem esperar receber. A luz que norteia os propósitos da vida e do sentido de estarmos nela como seres que pensam e escolhem seus destinos. Com ele, compreendemos melhor nossas tarefas, as lutas, os irmãos desamparados, a ética social e nosso lar.

Força galera! Apesar dos pesares, somos seres privilegiados. Não entreguemos os pontos. Façamos as coisas com mais simplicidade e devoção. Colaboremos mais com o bem estar coletivo. Indiquemos melhorias. O mundo é nosso, e muito será cobrado por nós mesmos quando retornarmos e virmos que poluímos materialmente e mentalmente nossa própria casa. Aqui é lugar de trabalho e não para fazer turismo.


Ao sofrer, saiba perdoar quem te ofende com grande amor em seu coração.


Autor: André L. Salgado

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