quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O homem nasceu para voar e não para andar

Autor: André Luís Salgado

Pode ser estranha essa frase. A maioria das pessoas que estão lendo isso devem estar questionando minha sanidade mental. Eu acho é bom, pois pode até pode ser que esteja maluco mesmo! Mas como estou feliz em pensar dessa forma, acredito que na minha concepção de verdade eu estou certíssimo e são...

Olha!!! Como a lua está linda!!!! É verdade, olhem pra cima! Que espetáculo da natureza refletindo sua luz sobre minha cabeça! Meu Deus!!! Será que ninguém está vendo isso??? ... São Jorge??? Não...isso é crendice popular...

Estou mudando de parágrafo porque a minha capacidade de falar comigo mesmo está me surpreendendo. Talvez autodiálogos, se posso denominar dessa forma, podem soar estranhos, mas são comuns em qualquer pessoa. Admitam vai!!! Vocês também falam sozinhos!!!

Nesse momento eu estava conversando com uma grande amiga e comecei a refletir sobre a saudade. Estou com saudade de sentir saudade. Talvez o final de um filme com final nostálgico foi o grande causador desse texto e de tomar o tempo de vocês , mas vamos falar da saudade. Não existe saudade maior do que os acordes pronunciados pelo piano deste filme. Críticos a parte, realmente acredito que se existe uma música pra matar saudade é a música dos créditos finais.

Bom, estou enrolando vocês, não?!!! É uma característica minha falar bastante.

Saudade de saudade. É bom saber que ela é tão certa quanto a morte. Deus realmente é nosso pai de misericordioso nos possibilitando sempre o reencontro com pessoas amadas e bem quistas. Refletindo sobre a saudade, ela é um atributo do amor. A saudade pode equiparar-se como a ampulheta. No momento da “separação” os grãos de areia começam a se deslocar de forma uniforme como se respeitassem cada espaço utilizado para ultrapassar o pequeno orifício. Até que ao passar do tempo, todos estarão reunidos novamente em outro espaço de tempo. O tempo é nosso aliado, pois trás a esperança do reencontro, levando-nos a outros patamares de existência e de experiências. A saudade é também a harmonia de uma sinfonia bem executada nos arrebatando a um final grandioso e intenso.

Sim. Ela nos faz chorar. Coloca-nos num pranto arrebatador. Nós rimos e choramos ao mesmo tempo. Uma situação de desespero e conforto. De tristeza e alegria. De euforia e tranqüilidade. Sentimentos antagônicos com um grau de sublimidade invejável. Não existe reconhecimento maior de amor na humanidade que ter a possibilidade de estar perto de quem amamos. Eu imagino isso com a expressão maior do nosso compromisso com o próximo. É o momento de maior manifestação de energias benéficas emanadas por meio de fluido estéreos que alimentam o corpo e consolam a alma.

Que saudade de sentir saudade...

A saudade é sentimento de integração total com a humanidade. Ela traz o verdadeiro sentido de nossa existência que é o compromisso com o próximo. Compromisso esse que nos dá a esperança de agradecer, de perdoar e acima e tudo, amar incondicionalmente.

O homem foi feito pra voar e não para andar. Sim, é isso mesmo!!!! Os verdadeiros sentimentos você só encontra quando olha para o alto. A Lua está lá pra nos dar a oportunidade de nos elevar ao alto. E como num momento de introspecção ela reflete todo o sentimento que o homem guarda dentro de si e retira pra fora a esperança, a ternura, o amor e a vida interior que estavam trancados por meio de nossa visão limitada de Deus.

Não tenham vergonha de demonstrar os sentimentos nobres da vida, pois somente os homens que voam compreendem o caminho da verdade.



Eu estou sentindo saudade...

2 comentários:

Madalena disse...

Sou a primeira a comentar! Que bom! Irmão de blog, bom te ver por aqui. Aparece no www.somemadeleines.blogspot.com

BJOSSSSS

Renata disse...

Esse é meu irmão!!! Criatura poética, de alma viva e sempre bem disposto a falar... rsrsrs
Adorei as palavras, saudade é boa mesmo, vale a pena sentí-la!!

bjos... vai em frente!!

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