quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A mais bela de todas as artes

















Como é a vida. Realmente os anos passam repidamente. Lembro-me ainda menino com uma flautinha daquelas compradas em mercadinhos a preços módicos. Lá vou eu com meu primeiro incentivador musical, meu pai, a me levar para as primeiras notas da minha vida.

Era 1990. Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que entrei em contato com a música ao vivo. Nosso querido maestro Maurílio de Oliveira ensinando divisões rítmicas ao Sr. José (Zezé) na conhecida sala de piano. Naquele instante ainda não se dava conta da obra sinfônica que eu estava prestes a viver minha vida.


Nossa! Quem diria que aprenderia a arte musical em uma antiga estação de trem onde mercadorias de várias espécies abasteciam a nossa querida família santa-rosense. Sim! Lá soaram as minhas primeiras notas ainda trêmulas e indecisas. Uma nova linguagem estava sendo apresentada. Mínimas, semínimas, e semibreves (é aquela gordinha) foram apresentadas junto com compassos simples representados com melodias singelas e preparatórias.


Enquanto escrevo, as lembranças surgem como flashs instantâneos. Recitais, espetáculos, concursos, protestos, amores platônicos e não platônicos. Acompanhei tudo isso durante meus 18 anos de música santa-rosense. Muitos valores de minha vida agradecem a esses anos de convivência. Essa dedicação me mostrou os verdadeiros valores da responsabilidade social por meio da cidadania, da conduta ao próximo, do amor a arte e do respeito à família sinfônica no qual muito já se fizeram parte, outros continuam e muitos viram preencher durante a longa trajetória dessa maravilhosa sinfônica santa-rosense.


Realmente a saudade aperta. Mas meu coração permanece emanando acordes de ternura por essa grande família sinfônica. Não é fácil, mas a alegria de ver um trabalho maravilhoso como este é algo que edifica qualquer pessoa de sentimentos nobres e que apreciam os verdadeiros valores que a humanidade precisa. Nosso estimado amigo e amante da música Arthur da Távola que nos deixou brevemente sempre dizia que a música é vida interior e com ela ninguém padecerá de solidão. Fico feliz em saber que apesar das enumeras problemáticas que o mundo enfrenta ainda existam lugares que por meio da música repassa os valores mais divinos da sociedade. A arte expressada pela música é vida pulsante em nossa querida cidade. Devemos cuidar dela como se fosse nossa.


Agradeço a todos e em especial ao nosso saudoso Maestro Maurílio que iniciou esse exemplar trabalho com devoção, amor e dedicação. Depois de anos o mínimo que poderia deixar são meus votos de gratidão e amor a essa Banda ilustre. Dificuldades são muitas, mas tenho certeza que a tolerância, a amizade, o companheirismo possa reinar sempre em nossa querida estação. Desculpe não poder ter mais adjetivos ou palavras que possam demonstrar esse belo trabalho, pois tenho minhas limitações. Mas deixo aqui minha última frase de profunda sinceridade e grande estima a essa iluminada família sinfônica:


Façam dessa banda uma sinfonia sem fim deixando sempre aberta para novas harmonias, trazendo a nossa Santa Rosa o desejo de vislumbrar a vida sem nunca queixar-se de solidão.


André Luís Salgado

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Um comentário:

Anônimo disse...

Bonito texto. Bjo. Carol

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